Em um cenário de dólar em queda, economistas chineses intensificam o debate sobre a flexibilização dos controles de capital do país. A proposta visa aproveitar a conjuntura favorável para fortalecer o yuan e acelerar seu processo de internacionalização, tornando-o uma moeda mais utilizada no comércio e finanças globais. Nomes como Miao Yanliang e Ju Jiandong destacam a oportunidade estratégica para aumentar a conversibilidade da moeda chinesa, alinhando-se à ambição do presidente Xi Jinping de consolidar o yuan como uma alternativa global.
Esta discussão ganha força após anos de cautela, especialmente desde a desvalorização de 2015, e é impulsionada pela desconfiança na hegemonia do dólar e pela busca por diversificação de reservas por bancos centrais. O Partido Comunista Chinês já incluiu em seu plano econômico até 2030 o compromisso de avançar na internacionalização do yuan e na abertura da conta de capital. Contudo, apesar dos progressos, a baixa participação do yuan nas reservas globais e os controles de capital existentes ainda representam obstáculos significativos para a plena concretização desse objetivo.
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