Opep contesta previsão de excesso de oferta após reabertura de Ormuz
Secretário-geral da Opep rebate projeções da AIE enquanto EUA e Irã firmam acordo para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar tensões.
Pontos principais
- Haitham al-Ghais, da Opep, classificou as previsões de excedente de petróleo da AIE para 2027 como baseadas em suposições.
- EUA e Irã assinaram um memorando de entendimento que garante a reabertura do Estreito de Ormuz para navios comerciais.
- O acordo inclui um pacote de US$ 300 bilhões para a reconstrução do Irã e a retirada de sanções econômicas americanas.
- O Irã assegurou a passagem segura na rota estratégica por um período inicial de 60 dias durante as negociações de longo prazo.
O secretário-geral da Opep, Haitham al-Ghais, manifestou forte oposição às recentes projeções da Agência Internacional de Energia (AIE), que indicam um potencial excedente de oferta global de petróleo até 2027. Segundo al-Ghais, as estimativas da agência carecem de fatos concretos e apoiam-se em premissas especulativas sobre o crescimento da demanda e da produção. A divergência ocorre em um momento de mudança geopolítica significativa, marcada pelo acordo entre o governo de Donald Trump e o Irã para encerrar o conflito no Estreito de Ormuz. O memorando prevê a reabertura imediata da rota comercial, essencial para o fluxo global de energia, além de um plano de reconstrução econômica iraniana de US$ 300 bilhões e a suspensão de sanções. A estabilização da região é vista como um fator determinante para a volatilidade dos preços do petróleo nos próximos meses.
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