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Kaspersky enfrenta restrições globais por suspeitas de espionagem

Empresa de cibersegurança é banida nos EUA sob alegações de colaboração com a inteligência russa, mantendo operações sob escrutínio no Brasil.

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Foto: Times Brasil
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17/06 às 23:02

Pontos principais

  • Eugene Kaspersky fundou a empresa em 1997 após formação em criptografia pela KGB.
  • Denúncias desde 2015 apontam possível colaboração da companhia com o serviço de inteligência russo FSB.
  • Governo dos EUA baniu a Kaspersky em 2024, citando riscos à segurança nacional.
  • A empresa nega as acusações e afirma que as restrições são motivadas por questões políticas.
  • A Kaspersky mantém contratos ativos no Brasil, inclusive com as Forças Armadas.

A Kaspersky, uma das maiores empresas de cibersegurança do mundo, enfrenta um cenário de isolamento internacional após crescentes suspeitas de que seus softwares seriam utilizados para espionagem em favor do governo russo. As alegações, que ganharam força a partir de 2015, sugerem uma influência direta do serviço de inteligência FSB sobre as operações da companhia. Em 2024, o governo dos EUA formalizou o banimento da empresa em seu território e impôs sanções a executivos, classificando a tecnologia como uma ameaça à segurança nacional. A Kaspersky refuta veementemente as acusações, atribuindo as medidas a tensões geopolíticas. Apesar do cerco em mercados ocidentais, a empresa continua operando normalmente em diversos países, incluindo o Brasil, onde mantém contratos com órgãos públicos e as Forças Armadas, levantando debates sobre a segurança da infraestrutura digital nacional.

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