O uso de softwares da russa Kaspersky em sistemas críticos brasileiros gera preocupações após a empresa ser banida nos Estados Unidos por espionagem.
O recente banimento da Kaspersky nos Estados Unidos, fundamentado em temores de que a legislação russa possa forçar a empresa a colaborar com serviços de inteligência, trouxe à tona debates sobre a soberania digital no Brasil. Embora a companhia negue qualquer irregularidade e atribua as restrições a motivações protecionistas, a presença do software em sistemas críticos brasileiros, incluindo órgãos das Forças Armadas, preocupa especialistas em cibersegurança. A ausência de uma legislação nacional que limite o uso de tecnologias estrangeiras em infraestruturas estratégicas baseada na origem do fornecedor deixa o país em uma posição vulnerável. Diante do cenário, especialistas sugerem que organizações brasileiras realizem auditorias rigorosas e avaliem a substituição da ferramenta em ambientes sensíveis para mitigar riscos de espionagem ou vazamento de dados sensíveis.
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