Serviço da dívida consome 29% da renda disponível, elevando riscos de estresse sistêmico segundo análise da gestora JGP.
Relatório da gestora JGP aponta que o comprometimento da renda das famílias brasileiras com o pagamento de dívidas atingiu 29% em dezembro, o maior patamar entre os países monitorados. O levantamento destaca que o Brasil apresentou a aceleração de endividamento mais expressiva entre 2019 e 2025, criando um cenário de instabilidade financeira. Baseada na teoria de Hyman Minsky, a gestora alerta que a estabilidade prolongada pode esconder fragilidades sistêmicas, levando a JGP a reduzir ou zerar posições em setores vulneráveis ao crédito, como o varejo e bancos digitais. Embora o risco microeconômico seja elevado, o consumo das famílias ainda não sofreu impactos severos, amparado pela recente melhora nos indicadores de renda e pela queda do desemprego no país.
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