Irã condiciona acordo com EUA à saída de Israel do Líbano; Netanyahu rejeita
Araghchi diz que sem retirada israelense "a guerra não acabou"; assinatura formal segue marcada para sexta em Genebra.
Pontos principais
- Chanceler Araghchi: acordo exige retirada de Israel do Líbano
- PM Netanyahu: Israel vai ficar "o tempo que for necessário"
- Oficial dos EUA disse que o memorando não contém essa cláusula
- Guarda Revolucionária: Irã receberá metade dos ~US$24 bilhões em fundos congelados antes das negociações finais
- Washington: nada será liberado antes de prova de cumprimento
- Assinatura formal marcada para sexta em Genebra; janela de 60 dias para negociar o programa nuclear
- Memorando já foi assinado eletronicamente pelas duas partes
- Fontes regionais à AP: Israel deixaria quase todo o território no Líbano, exceto colinas na fronteira
Do lado iraniano, o chanceler Abbas Araghchi disse que o acordo tentativo entre Teerã e Washington exige a retirada de Israel do Líbano. "Sem a retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam durante esta guerra, a guerra não acabou totalmente", afirmou. Israel já rejeitou: o premiê Benjamin Netanyahu disse que Israel vai ficar no Líbano "o tempo que for necessário". Um oficial dos EUA, em condição de anonimato, disse que o memorando não inclui a cláusula.
A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que receberá metade dos cerca de US$24 bilhões em fundos congelados há tempos antes das negociações finais; Washington diz que nada será liberado antes de prova de cumprimento. O memorando de entendimento já foi assinado eletronicamente pelas duas partes, e a assinatura formal está marcada para sexta em Genebra, abrindo janela de 60 dias para negociar o programa nuclear.
Dois oficiais regionais disseram à AP que o acordo interino exigiria a saída de Israel de quase todo o território ocupado no Líbano, com exceção de algumas colinas na fronteira; o Irã insistiu para incluir o Líbano nos últimos dias da negociação.
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