Gestoras disputam controle da Raízen após reestruturação de R$ 65 bi
IG4, Geribá e Mapa Capital competem para liderar a reestruturação da Raízen, que converte dívidas em ações e recebe aporte da Shell.
Pontos principais
- A Raízen concluiu uma reestruturação extrajudicial de R$ 65 bilhões que prevê a conversão de 55% da dívida em equity até março de 2027.
- As gestoras IG4, Geribá e Mapa Capital disputam a liderança do processo e a gestão dos créditos reestruturados.
- A Shell, acionista da companhia, planeja um aporte de R$ 3,5 bilhões e garantirá assentos no conselho de administração.
- O plano de reestruturação envolve a segregação das operações de açúcar e álcool da divisão de combustíveis.
A disputa pelo controle da Raízen ganhou novos contornos com a entrada das gestoras Geribá e Mapa Capital no processo de sondagem aos credores, competindo diretamente com a IG4 Capital. O cenário ocorre em meio à maior reestruturação de dívida da história do Brasil, avaliada em R$ 65 bilhões, que visa converter 55% do passivo em participação acionária até março de 2027. A operação, que ainda não possui consenso entre bancos e bondholders sobre qual gestora assumirá a liderança, inclui a segregação estratégica das unidades de açúcar e álcool da divisão de combustíveis. Paralelamente, a Shell reforçou seu compromisso com a companhia ao anunciar um aporte de R$ 3,5 bilhões, movimento que assegura à petroleira assentos no conselho de administração e maior influência na governança da empresa durante o período de turnaround.
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