O diferencial de juros reais atrai investidores ao Brasil, enquanto a bolsa local sofre com a ausência de empresas ligadas ao setor de IA.
O mercado financeiro brasileiro vive um cenário de contrastes. Enquanto o diferencial de juros reais atrai capital estrangeiro para o país, a bolsa de valores local enfrenta dificuldades para acompanhar o desempenho dos mercados globais. A ausência de empresas focadas em inteligência artificial no índice brasileiro faz com que o país perca espaço no radar dos investidores, que priorizam o setor de tecnologia no exterior. Paralelamente, o Banco Central mantém uma postura cautelosa diante de uma atividade econômica aquecida e da expansão do crédito, que limitam a eficácia da política monetária no combate à inflação. A expectativa é de que a Selic encerre o ano em 13,5%, após um ajuste de 0,25 ponto percentual. No cenário internacional, a atenção dos investidores está voltada para as diretrizes de Kevin Warsh, novo presidente do Federal Reserve, em busca de clareza sobre a trajetória dos juros americanos.
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