Acordo entre EUA e Irã prevê fundo de US$ 300 bilhões e fim de hostilidades
O pacto entre Washington e Teerã inclui um fundo de US$ 300 bilhões, a liberação de exportações de petróleo e o fim das hostilidades militares.
Pontos principais
- O acordo estabelece o fim das hostilidades e a retirada de forças militares dos EUA da região.
- O Irã terá permissão para retomar a venda de petróleo e acesso ao Fundo de Reconstrução de US$ 300 bilhões.
- O pacto exige o desmantelamento do programa nuclear iraniano e inspeções internacionais rigorosas.
- Teerã condiciona a recuperação de bilhões em ativos de petróleo congelados ao encerramento da guerra.
- A assinatura formal está prevista para 19 de junho na Suíça, iniciando um período de 60 dias para o tratado definitivo.
- O documento enfrenta resistência política interna nos EUA e incertezas sobre a adesão de Israel aos termos.
O governo do presidente Donald Trump e o Irã estruturam um acordo-quadro para encerrar o conflito iniciado em fevereiro de 2026. O pilar central é o Fundo de Reconstrução e Desenvolvimento, um mecanismo de US$ 300 bilhões destinado a revitalizar a economia iraniana, que inclui a permissão imediata para a retomada das exportações de petróleo. Como parte das negociações, o Irã busca recuperar bilhões de dólares em ativos que permanecem retidos em contas internacionais devido a sanções americanas. A liberação desses recursos e a retomada comercial são pontos cruciais para Teerã, que condiciona a recuperação desses valores ao encerramento permanente das hostilidades.
Com a mediação do Paquistão, o memorando prevê a suspensão do bloqueio naval no Estreito de Ormuz e a retirada de forças americanas, em troca de garantias de não proliferação nuclear. A assinatura formal está agendada para o dia 19 de junho, na Suíça, dando início a um prazo de 60 dias para a formalização do tratado. Apesar do avanço diplomático, o plano enfrenta desafios significativos, incluindo a resistência de alas políticas nos Estados Unidos e dúvidas sobre a aceitação dos termos de cessar-fogo por parte de Israel, que ainda não se comprometeu com as diretrizes estabelecidas entre Washington e Teerã.
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