Monitor antirracista da FIFA pede afastamento de árbitro por gesto
O árbitro Shaun Evans nega intenção supremacista em gesto durante jogo da Copa, alegando espasmo involuntário enquanto manuseava uma caneta.
Pontos principais
- O árbitro de vídeo Shaun Evans foi flagrado fazendo um gesto com a mão associado a símbolos de ódio da extrema direita.
- A Fare network, parceira da FIFA, classificou o sinal como neonazista e exigiu o afastamento imediato do profissional.
- O gesto, conhecido como 'OK' invertido, foi incluído na base de dados de símbolos de ódio da Liga Antidifamação em 2019.
- Em comunicado oficial, Evans negou as acusações e atribuiu o movimento a um espasmo involuntário causado pelo manuseio de uma caneta.
- O árbitro lamentou a interpretação do gesto e afirmou que a repercussão não reflete sua personalidade.
- A FIFA confirmou que o Comitê Disciplinar da entidade está analisando o caso e o contexto da ação do oficial.
- A entidade ainda não confirmou se acatará o pedido de suspensão definitiva do árbitro.
O árbitro de vídeo Shaun Evans está sob investigação da FIFA após ser flagrado realizando um gesto com a mão durante a partida entre Alemanha e Curaçao, em Houston. A Fare network, organização parceira da entidade no combate à discriminação, classificou o sinal como um símbolo neonazista, popularmente conhecido como 'OK' invertido, e solicitou o afastamento imediato do profissional. O gesto foi catalogado pela Liga Antidifamação em 2019 como um símbolo utilizado por grupos supremacistas brancos, o que gerou forte repercussão internacional.
Em resposta, Evans negou qualquer intenção discriminatória. Por meio de um comunicado oficial divulgado pela FIFA, o árbitro explicou que o movimento foi um espasmo involuntário e subconsciente, ocorrido enquanto ele manuseava uma caneta durante o jogo. O oficial lamentou a interpretação dada ao gesto e afirmou que a cobertura midiática não reflete sua personalidade. A FIFA informou que o Comitê Disciplinar da entidade segue analisando o caso para determinar se houve má conduta, mantendo o procedimento interno aberto para esclarecer o contexto do ocorrido antes de decidir sobre uma eventual suspensão definitiva.
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