O governo de Israel sinaliza que não cumprirá cláusulas de cessar-fogo, mantendo operações militares no Líbano apesar do acordo entre EUA e Irã.
O governo de Israel oficializou a decisão de manter suas forças militares no sul do Líbano, desafiando os termos do acordo provisório entre Estados Unidos e Irã. O ministro da Defesa, Israel Katz, e outros membros do gabinete, como Itamar Ben-Gvir, reforçaram que o país não se retirará de territórios ocupados e que Israel, como Estado soberano, não se submeterá a restrições impostas por potências externas. A postura sinaliza um impasse diplomático, uma vez que o pacto mediado pelo Paquistão, com assinatura prevista para esta sexta-feira em Genebra, busca encerrar as hostilidades na região.
Fontes indicam que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu comunicou diretamente ao presidente Donald Trump que Israel não aceitará limitações à sua liberdade de ação contra o Hezbollah. A resistência israelense em aderir ao cessar-fogo ocorre em um momento de desgaste nas relações com a Casa Branca, agravado por críticas públicas de Trump a Netanyahu. Enquanto a diplomacia internacional tenta consolidar o acordo para estabilizar o Oriente Médio, a insistência de Israel em manter zonas de segurança indefinidas mantém o cenário de conflito em alerta, ignorando os esforços de Washington para uma resolução imediata.
InfoMoney • 15 jun, 11:17
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