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Fachin defende primazia humana no uso de IA pelo Direito

O presidente do STF afirmou que a inteligência artificial deve ser subordinada à ética e à proteção da dignidade humana no sistema jurídico.

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Foto: InfoMoney
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15/06 às 17:03 · atualizado 19:03

Pontos principais

  • Edson Fachin destacou que a tecnologia deve atuar como meio, mantendo decisões morais sob responsabilidade humana.
  • O ministro alertou para riscos como opacidade, concentração de poder e desigualdade causados por algoritmos.
  • A declaração foi feita durante a abertura da décima Jornada de Direito Civil, realizada pelo CJF em Brasília.
  • O STF discute a responsabilização de plataformas digitais, exigindo mecanismos de regulação com prazo de adaptação de 60 dias.

Durante a abertura da décima Jornada de Direito Civil, em Brasília, o presidente do STF, Edson Fachin, defendeu que a implementação de inteligência artificial no Judiciário deve estar subordinada à dignidade humana. O ministro reforçou que a tecnologia deve servir como instrumento de apoio, sem substituir o julgamento humano em questões morais e jurídicas, alertando para os riscos de opacidade e desigualdade. Paralelamente, o STF avança na discussão sobre a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos de terceiros, sob relatoria de Luiz Fux. A Corte mantém o entendimento de que as empresas devem seguir mecanismos mais amplos de regulação, com um prazo de adaptação de 60 dias para conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo tribunal.

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