Pesquisa revela que um quinto das nações que adotaram a democracia desde a década de 1970 elegeu governantes autoritários ou seus descendentes.
Um estudo recente sobre a terceira onda de democratização, iniciada na década de 1970, revela um padrão preocupante: cerca de 20% dos países que passaram por processos de abertura democrática acabaram por eleger ditadores ou seus descendentes. A pesquisa enfatiza como legados autoritários permanecem influentes mesmo após a transição para regimes democráticos, desafiando a consolidação das instituições. O caso do Peru, com a recorrente presença de Keiko Fujimori nas disputas presidenciais desde 2011, é citado como um exemplo emblemático dessa tendência global. Esse fenômeno demonstra que a mudança de regime não garante, por si só, a ruptura com estruturas de poder anteriores, evidenciando a fragilidade democrática em nações que ainda lidam com a sombra de governos autocráticos passados.
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