As seleções europeias disputam a Copa de 2026 com times formados majoritariamente por filhos de imigrantes em meio ao endurecimento migratório.
As seleções europeias de futebol chegam à Copa do Mundo de 2026 com elencos compostos majoritariamente por filhos de imigrantes, evidenciando a multiculturalidade do continente. O fenômeno ocorre em um momento político sensível, marcado pela ascensão de pautas de extrema direita e pelo endurecimento das políticas migratórias na maioria dos países do bloco. Enquanto o futebol atua como uma via de ascensão social, esses atletas frequentemente enfrentam o paradoxo de serem celebrados como heróis nacionais em momentos de vitória, mas transformados em bodes expiatórios e alvos de racismo após derrotas. A Espanha surge como uma exceção no cenário político atual, tendo aprovado recentemente uma regularização em massa de imigrantes, o que contrasta com a postura restritiva adotada por seus vizinhos europeus.
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