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Facções de linha-dura no Irã rejeitam proposta de acordo com os EUA

Políticos e figuras influentes iranianas classificam a proposta de paz com o governo Trump como uma capitulação inaceitável para o país.

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Foto: The Guardian World
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14/06 às 13:02

Pontos principais

  • Deputados iranianos criticam abertamente os termos da negociação com os Estados Unidos.
  • Críticos apontam falta de garantias sobre o alívio de sanções e o controle do Estreito de Ormuz.
  • O deputado Kamran Ghazanfari contestou a narrativa oficial de vitória sobre os americanos.
  • Meysam Nili, aliado do ex-presidente Ebrahim Raisi, descreveu o possível acordo como uma capitulação catastrófica.
  • Grupos de oposição interna buscam mobilizar a população contra os termos negociados.

Facções de linha-dura no Irã intensificaram a pressão contra um possível acordo de paz com os Estados Unidos, sob a gestão do presidente Donald Trump. Parlamentares e figuras influentes do regime classificaram os termos da proposta como uma capitulação inaceitável, argumentando que o texto não oferece garantias concretas sobre o fim das sanções econômicas ou a soberania iraniana no Estreito de Ormuz. A resistência interna ganha força com declarações de nomes como o deputado Kamran Ghazanfari, que refutou a ideia de uma vitória diplomática iraniana. A oposição agora busca mobilizar a opinião pública para rejeitar o pacto, o que coloca em xeque a viabilidade das negociações em curso. A relevância deste impasse reside na instabilidade política que a dissidência interna impõe à diplomacia regional, dificultando a estabilização das relações entre Teerã e Washington.

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