Secretário de saúde dos EUA apoia terapias sem eficácia comprovada para crianças autistas, gerando alertas de especialistas sobre riscos à saúde.
O secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., tem utilizado sua influência para promover tratamentos com células-tronco voltados a crianças autistas, apesar da ausência de aprovação científica ou regulatória. Clínicas privadas em todo o país comercializam essas terapias, derivadas de cordão umbilical, com custos que atingem 20 mil dólares por sessão. A prática tem atraído pais em busca de alternativas para o tratamento de seus filhos, movidos pelo desespero e pela promessa de cura.
Especialistas da comunidade científica expressam preocupação com a segurança e a eficácia dessas intervenções, classificando-as como potencialmente prejudiciais. A atuação de Kennedy Jr. na defesa dessas terapias regenerativas coloca o governo em rota de colisão com consensos médicos estabelecidos, levantando debates sobre a ética na promoção de tratamentos sem validação clínica em um cenário de saúde pública.
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