A venda da Corsan acelerou obras e elevou a cobertura de esgoto no Rio Grande do Sul ao reduzir entraves burocráticos do modelo estatal.
A privatização da Corsan, companhia de saneamento do Rio Grande do Sul, resultou em um aumento significativo nos investimentos operacionais, segundo avaliação da diretora da Abcon, Thaís Mallmann. Ao superar as limitações administrativas típicas do modelo estatal, a empresa conseguiu elevar seus aportes anuais de R$ 300 milhões para R$ 460 milhões. Esse movimento foi acompanhado por uma expansão na rede de esgoto, que saltou de 19% para 30% nas áreas atendidas pela concessionária, impulsionada pela maior liberdade para inovações técnicas e agilidade em contratações.
Apesar dos avanços recentes, o estado ainda possui um longo caminho para alcançar a universalização dos serviços, já que apenas 34,7% da população gaúcha conta com coleta de esgoto. Especialistas ressaltam que, para manter o ritmo de expansão, o setor de saneamento necessita de estabilidade jurídica e clareza frente aos impactos da reforma tributária.
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