Ibovespa sobe 1,71% após Trump cancelar ataques contra o Irã
Mercado reage ao recuo de tensões no Oriente Médio, dados mistos de inflação e à estreia da SpaceX na Nasdaq com valuation de US$ 1,75 trilhão.
Pontos principais
- Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,71% após o presidente Donald Trump desistir de ataques militares contra o Irã.
- O IPCA de maio apresentou desaceleração, embora o acumulado mensal de 0,58% tenha superado a expectativa de 0,53% do mercado.
- A SpaceX estreou na Nasdaq com valuation de US$ 1,75 trilhão, após IPO precificado em US$ 135 por ação.
- O dólar opera em alta pressionado pelas expectativas sobre as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve.
- Investidores monitoram indicadores de confiança do consumidor nos Estados Unidos para avaliar o apetite ao risco global.
- O governo iraniano mantém postura cética quanto ao fim definitivo dos conflitos, apesar do alívio temporário nos preços do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro reagiu positivamente ao cancelamento de ataques militares contra o Irã pelo presidente Donald Trump, impulsionando o Ibovespa em 1,71%. O otimismo global foi reforçado pela estreia da SpaceX na Nasdaq, que atingiu um valuation de US$ 1,75 trilhão após o IPO ser precificado em US$ 135 por ação. No entanto, o Ibovespa Futuro apresenta recuo nesta sessão, à medida que investidores digerem o dado do IPCA de maio. Embora o índice tenha apresentado uma desaceleração, a alta de 0,58% superou a expectativa de 0,53% do mercado, trazendo cautela sobre a trajetória da inflação e a política monetária doméstica.
Paralelamente, o dólar opera em alta, refletindo a cautela dos investidores diante das próximas decisões de juros tanto no Brasil quanto pelo Federal Reserve. O cenário macroeconômico global segue sendo monitorado, com foco nos indicadores de confiança do consumidor nos Estados Unidos, que influenciam diretamente o apetite ao risco dos investidores. Enquanto as negociações diplomáticas entre Washington e Teerã trazem um alívio temporário aos preços do petróleo, o governo iraniano mantém uma postura cética quanto ao fim definitivo dos conflitos. No cenário doméstico, a agenda política segue monitorada, com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Lula participando de eventos voltados ao crédito e habitação.
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