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Cadeiras vazias em jogos da Copa de 2026 geram críticas sobre preços

A presença de assentos vazios em partidas da Copa do Mundo levanta questionamentos sobre a política de preços e a acessibilidade do torneio.

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Foto: G1 Mundo
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12/06 às 10:15 · atualizado 16:35

Pontos principais

  • Partidas em Guadalajara registraram arquibancadas vazias, contrastando com a alta ocupação do jogo de abertura.
  • Torcedores e grupos como o Football Supporters Europe afirmam que os preços dos ingressos quintuplicaram em relação a 2022.
  • A Fifa sustenta que a demanda superou expectativas, com 6 milhões de ingressos vendidos e 500 milhões de pedidos registrados.
  • Especialistas alertam que o problema de ocupação pode persistir em jogos de seleções com menor apelo global.
  • A estratégia de precificação dinâmica da entidade é alvo de críticas por parte de torcedores e da imprensa internacional.

A presença de assentos vazios em partidas da Copa do Mundo de 2026, como no confronto entre Coreia do Sul e República Tcheca em Guadalajara, reacendeu o debate sobre a estratégia de precificação da Fifa. Embora a entidade reporte a venda de mais de 6 milhões de ingressos e alegue ter recebido 500 milhões de pedidos, a imagem de setores desocupados em um estádio com capacidade para 45 mil pessoas contrasta com a lotação máxima do jogo de abertura no estádio Azteca. A disparidade entre os números oficiais e a realidade observada nas arquibancadas tem gerado críticas à política de preços dinâmicos adotada pela organização.

Torcedores e grupos de apoio, como o Football Supporters Europe, apontam que os valores chegaram a quintuplicar em relação à edição de 2022, dificultando o acesso do público local. O presidente da Fifa, Gianni Infantino, minimizou as preocupações e defendeu os valores cobrados, comparando-os aos padrões de outros grandes eventos esportivos globais. Contudo, especialistas temem que a falha de ocupação se repita ao longo do torneio, especialmente em partidas envolvendo seleções com menor apelo comercial, caso a política de preços não seja revista para garantir maior acessibilidade.

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