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Autoridade de segurança nuclear investiga vazamento radioativo na USP

A ANSN apura incidente com tecnécio-99 no IPEN ocorrido em maio, enquanto trabalhadores denunciam falhas de segurança e falta de investimentos na unidade.

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Foto: InfoMoney
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12/06 às 09:34 · atualizado 12:45

Pontos principais

  • O incidente ocorreu em 29 de maio no Centro de Radiofarmácia do IPEN durante a produção de radiofármacos.
  • O material envolvido, o tecnécio-99, é um radioisótopo amplamente utilizado na medicina nuclear para diagnósticos por imagem.
  • A contaminação atingiu equipamentos de proteção de dois funcionários, mas exames descartaram absorção interna de material radioativo.
  • O tecnécio-99 possui meia-vida curta, o que reduz o tempo de periculosidade do material após o uso.
  • A CNEN e o IPEN afirmam que o vazamento ficou restrito à área controlada, sem oferecer riscos à população externa.
  • Sindicatos denunciam que procedimentos de descontaminação foram realizados em locais inadequados e apontam sucateamento da infraestrutura.
  • O IPEN tem prazo até 18 de junho para prestar esclarecimentos oficiais à ANSN sobre o ocorrido e revisar protocolos.

A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) segue investigando o vazamento de material radioativo registrado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), na Cidade Universitária da USP. O incidente, ocorrido em 29 de maio, envolveu o tecnécio-99, um radioisótopo essencial para diagnósticos por imagem na medicina nuclear. Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), a contaminação ficou restrita aos equipamentos de proteção individual de dois funcionários. Exames médicos confirmaram que não houve absorção interna do composto, que possui meia-vida curta, reduzindo o tempo de periculosidade após o manuseio. As autoridades reforçam que o evento não representou risco à população externa ou ao meio ambiente.

Apesar das garantias oficiais, o caso gerou críticas de entidades sindicais, que denunciam a realização de procedimentos de descontaminação em locais inadequados. Os trabalhadores argumentam que o episódio reflete um cenário de sucateamento, falta de investimentos e atrasos em exames médicos obrigatórios. O IPEN foi formalmente notificado pela ANSN e possui prazo até o dia 18 de junho para apresentar explicações detalhadas sobre as falhas nos protocolos de segurança e as condições atuais de sua infraestrutura.

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