Superaquecimento em reator do Ipen atrasa pesquisas e produção de radioisótopos
Um superaquecimento em painéis de controle do reator de pesquisa IEA-R1 do Ipen causou fumaça e danos, atrasando a retomada das atividades de pesquisa e produção de radioisótopos, sem risco de vazamento de radiação.
Pontos principais
- O reator de pesquisa IEA-R1 do Ipen sofreu superaquecimento em painéis de controle, gerando fumaça e danos.
- O incidente levou à evacuação do prédio, mas não houve risco de segurança nuclear ou vazamento de radiação.
- A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) confirmou que o superaquecimento atrasará a retomada das atividades de pesquisa e produção de radioisótopos.
- O reator estava desligado desde novembro de 2025 para readequações após identificação de alterações em elementos refletores.
- Uma avaliação técnica dos módulos danificados e limpeza industrial especializada serão realizadas com acompanhamento da ANSN.
O reator de pesquisa IEA-R1 do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) registrou um superaquecimento em seus painéis de controle, resultando em fumaça e danos aos equipamentos. O incidente, que ocorreu enquanto o reator estava desligado para readequações desde novembro de 2025, levou à evacuação do prédio, mas foi confirmado pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) que não houve risco de segurança nuclear ou vazamento de radiação.
Este evento deve atrasar a retomada das atividades de pesquisa e a produção de radioisótopos, essenciais para a medicina e outras áreas. O IEA-R1 é o maior dos quatro reatores de pesquisa do Brasil, e sua paralisação impacta a capacidade do país de produzir esses materiais. Uma avaliação técnica dos módulos danificados e uma limpeza industrial especializada serão necessárias antes que as operações possam ser retomadas, com a ANSN monitorando todo o processo.
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