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Ryanair é investigada por cobrar taxa para pais sentarem com filhos

Autoridades do Reino Unido apuram se a cobrança da Ryanair para garantir assentos adjacentes a famílias configura prática abusiva.

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Foto: NYTimes World
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11/06 às 04:01 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Competition and Markets Authority (CMA) investiga a política de assentos da Ryanair.
  • A companhia cobra cerca de £8 para assegurar que pais e filhos viajem próximos.
  • A empresa exige que pais acompanhem crianças durante o voo, o que gera questionamentos sobre a cobrança.
  • A Ryanair classificou a investigação como infundada e defende suas práticas.
  • O resultado da apuração pode impactar as políticas de taxas extras de outras companhias aéreas.

A companhia aérea Ryanair está sob investigação da Competition and Markets Authority (CMA), autoridade de concorrência do Reino Unido, devido à sua política de cobrança de taxas para garantir que pais e filhos viajem em assentos adjacentes. O órgão regulador busca determinar se a taxa, que gira em torno de £8, configura uma prática abusiva ou viola as leis de proteção ao consumidor. A polêmica ganha relevância pois a própria companhia exige que pelo menos um dos pais sente ao lado de seus filhos, incluindo crianças com deficiência, durante a viagem. A prática tem gerado preocupações sobre a transparência e a ética nas políticas de precificação da empresa de baixo custo.

Em resposta às apurações, a Ryanair classificou a investigação como infundada, mantendo sua posição sobre a estrutura de custos e marcação de assentos. O caso levanta questões mais amplas sobre as práticas de mercado no setor aéreo europeu e a transparência de preços. Até o momento, a empresa não detalhou se planeja revisar seus procedimentos de reserva, enquanto reguladores intensificam a pressão sobre taxas extras. A decisão final do órgão regulador poderá estabelecer um precedente importante para as políticas de cobrança de outras companhias aéreas que operam no mercado britânico.

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