A escalada militar entre Irã e EUA intensificou-se após a derrubada de um helicóptero americano e ataques a bases na região do Golfo Pérsico.
A tensão no Oriente Médio escalou após uma série de ataques cruzados entre o Irã e os Estados Unidos, desencadeados pela derrubada de um helicóptero militar Apache americano nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em resposta ao incidente, que resultou no resgate bem-sucedido dos dois tripulantes, o presidente Donald Trump autorizou uma ofensiva imediata contra alvos estratégicos iranianos, focando em radares e sistemas de defesa aérea. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, iniciou ataques com mísseis e drones contra bases que abrigam tropas americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrain, atingindo também outros 21 alvos na região do Golfo. Segundo Teerã, a ação foi uma retaliação a operações militares americanas conduzidas anteriormente na área.
Autoridades de Washington informaram que a maioria dos ataques iranianos foi neutralizada por sistemas de defesa, sem registrar danos significativos ou feridos entre o pessoal militar. Como contrapartida, os Estados Unidos confirmaram ataques de precisão, definindo a operação como uma resposta proporcional para garantir a segurança de suas forças e navios. O presidente Donald Trump afirmou publicamente que o Irã terá que 'pagar o preço' por não ter aceitado um acordo de paz, sinalizando o fim da frágil trégua que vinha sendo negociada desde o início de abril.
O cenário permanece de alerta máximo, com o governo americano monitorando os desdobramentos da crise para evitar uma escalada ainda maior do conflito regional. Enquanto Teerã classifica as ações americanas como uma agressão e promete uma resposta contundente, a comunidade internacional observa com preocupação o rompimento das negociações diplomáticas e o aumento da instabilidade nas rotas marítimas do Golfo Pérsico. A situação eleva significativamente a tensão geopolítica, colocando em xeque a segurança das operações militares e comerciais na região.
O IRGC afirma que, na madrugada de 10 de junho, os EUA atacaram 'sob pretextos vazios' pontos em Jask, Sirik e Qeshm, danificando uma torre de telecomunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água do distrito de Bemani. Em resposta a esse 'ato de maldade do inimigo', a Marinha do IRGC lançou às 2h30 (hora local) ataques de drones contra a 5ª Frota dos EUA no Bahrain e a base aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O comunicado diz que 'os confrontos continuam' e que, se a 'maldade' persistir, 'respostas mais pesadas estão a caminho'.
A Força Aeroespacial do IRGC afirma ter atacado e destruído, com mísseis de longo alcance de combustível sólido, 4 alvos importantes na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia — incluindo hangares de caças F-35 e o centro de comando e controle do que chama de 'exército americano assassino de crianças'. Segundo o comunicado, a ação 'completa a operação de retaliação', depois de a Marinha do IRGC ter atingido 21 alvos em bases aéreas e navais dos EUA na região e derrubado um drone MQ-9 no céu da cidade de Jam (sul do Irã). Encerra avisando que suas forças estão prontas para uma 'resposta esmagadora e decisiva' a qualquer nova agressão, cujas consequências caberão ao 'inimigo americano'.
O CENTCOM informa que suas forças completaram em 9 de junho, por ordem do comandante-em-chefe, 'ataques de autodefesa' contra o Irã, em resposta à derrubada, no dia anterior, de um helicóptero Apache do Exército dos EUA. Caças da Força Aérea e da Marinha atingiram com munições de precisão sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares de vigilância iranianos perto do Estreito de Ormuz. O comando descreve a operação como 'resposta proporcional' aos ataques recentes contra forças americanas e navios comerciais na região e diz que as forças dos EUA 'permanecem vigilantes e posicionadas para se defender contra a agressão iraniana injustificada'.
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