Analistas apontam que a retomada do índice aos 200 mil pontos depende de melhora fiscal, queda da Selic e estabilidade no cenário geopolítico externo.
O Ibovespa enfrenta um período de volatilidade após recuar de sua máxima histórica de quase 200 mil pontos para patamares abaixo dos 170 mil. A desvalorização recente foi impulsionada por um cenário de aversão ao risco global, agravado pela escalada de tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e o Irã, o que provocou a saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira. Apesar do momento de correção, analistas da XP Investimentos mantêm uma perspectiva otimista para o longo prazo, projetando o índice em 205 mil pontos até o final de 2026, sustentada por indicadores de sobrevivência e múltiplos atrativos. Para que essa recuperação ocorra, o mercado monitora de perto a trajetória da taxa Selic, a evolução do cenário fiscal doméstico e o impacto de eventuais tarifas comerciais impostas pelo governo Trump nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
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