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Bill Gates presta depoimento à Câmara dos EUA sobre Jeffrey Epstein

O cofundador da Microsoft depôs ao Congresso sobre seus vínculos com Jeffrey Epstein, revelando que foi alvo de chantagem por parte do financista para forçar a manutenção de contatos.

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Foto: G1 - Economia
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10/06 às 05:32 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • Bill Gates compareceu ao Comitê de Supervisão da Câmara para esclarecer seus vínculos passados com Jeffrey Epstein.
  • O empresário revelou que Epstein tentou chantageá-lo utilizando informações sobre suas infidelidades para forçar a retomada de contato.
  • Gates afirmou que não compreendia a gravidade dos crimes de Epstein ao se associar a ele para fins filantrópicos.
  • O bilionário negou ter cedido a qualquer forma de pressão e afirmou que nunca houve reciprocidade no interesse de Epstein.
  • Documentos do Departamento de Justiça confirmaram reuniões entre Gates e Epstein ocorridas entre 2011 e 2014.
  • O deputado James Comer, presidente da comissão, afirmou que a investigação busca mapear a rede de influência de Epstein.
  • A Fundação Gates iniciou uma revisão externa para avaliar o histórico de contatos da instituição com o falecido criminoso.
  • Outras figuras públicas, incluindo Bill Clinton e Howard Lutnick, também foram ouvidas pela comissão parlamentar.
  • A investigação analisa a conduta de autoridades federais nos processos judiciais contra Epstein e Ghislaine Maxwell.
  • A transcrição oficial do depoimento deve ser publicada pelo comitê nas próximas semanas para maior transparência.

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, prestou depoimento voluntário ao Comitê de Supervisão e Reforma da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. A sessão, realizada a portas fechadas, integra uma investigação parlamentar sobre a rede de contatos de Jeffrey Epstein e possíveis falhas na atuação de autoridades federais no caso. Durante o interrogatório, Gates reiterou que manter contato com o criminoso foi um erro grave de julgamento, admitindo que não compreendia a real extensão dos crimes de Epstein ao se associar a ele para fins filantrópicos, mas negou categoricamente ter participado de atividades ilícitas.

Em novos detalhes revelados, o bilionário confirmou que Epstein utilizou informações sobre seus casos extraconjugais como forma de pressão, tentando chantageá-lo para forçar a manutenção de laços após o início do rompimento da relação. Gates enfatizou que nunca houve reciprocidade de sua parte e que resistiu às tentativas de coação. O deputado James Comer, presidente da comissão, destacou que o objetivo central é esclarecer a natureza da interação entre os dois indivíduos e a extensão dos relacionamentos de Epstein com figuras influentes, incluindo o presidente Donald Trump. Em resposta ao escrutínio, a Fundação Gates iniciou uma revisão externa para avaliar o histórico de contatos da instituição com o financista, que morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

O comitê parlamentar tem ampliado o escopo das oitivas, ouvindo também outras personalidades políticas e empresariais, como Bill Clinton e Howard Lutnick, para mapear a rede de influência de Epstein e analisar a conduta de autoridades nos processos judiciais contra o financista e Ghislaine Maxwell. Uma transcrição oficial do depoimento deve ser publicada pelo comitê nas próximas semanas, fornecendo mais transparência sobre as conexões examinadas pelo Congresso. Enquanto figuras como Warren Buffett se distanciaram publicamente das ações de Epstein, a pressão sobre os envolvidos permanece alta, com o Legislativo buscando determinar se houve negligência ou cumplicidade por parte de figuras públicas que mantiveram laços com o criminoso após suas condenações iniciais.

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