Gestor da Vinland aponta fraude como maior risco no mercado de FIDCs
Jean-Pierre Cote Gil destaca que falhas operacionais e fraudes superam a inadimplência tradicional como principais ameaças aos FIDCs.
Pontos principais
- A análise qualitativa do originador é considerada superior aos modelos matemáticos na avaliação de risco.
- A Vinland Capital mantém um período de carência de seis meses antes de alocar recursos em novas estruturas de crédito.
- A gestora limita a exposição a cada fundo entre 3% e 5% do patrimônio líquido para evitar concentração.
- A estratégia de expansão foca em ativos menos líquidos e presença física nos setores de agronegócio e imobiliário.
O mercado de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) enfrenta desafios que vão além da inadimplência convencional. Segundo Jean-Pierre Cote Gil, gestor da Vinland Capital, o risco de fraudes e falhas operacionais tornou-se a maior preocupação para os investidores do setor. Para mitigar esses perigos, a gestora prioriza uma análise qualitativa rigorosa dos originadores de crédito, em detrimento de modelos puramente matemáticos, e adota uma postura cautelosa ao aguardar seis meses antes de investir em novas estruturas. A estratégia da Vinland inclui a diversificação rigorosa, limitando a exposição a cada fundo entre 3% e 5% do patrimônio líquido. Em um cenário de estabilidade econômica, a empresa busca expandir sua atuação em ativos menos líquidos e fortalecer a presença física em setores estratégicos, como o agronegócio e o mercado imobiliário, visando maior resiliência contra a volatilidade do ciclo de crédito.
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