AFM Cloud Pro roda em Blackwell B200 com computação confidencial; Siri AI fica de fora da UE e da China no lançamento.
No segundo dia da WWDC, a Apple detalhou o stack por trás da nova Siri. O Apple Foundation Model Cloud Pro, o modelo mais potente da empresa, vai rodar em GPUs Nvidia Blackwell B200 dentro do Google Cloud, marcando o primeiro uso de chips Nvidia pela companhia em cerca de uma década. O treinamento é feito em TPUs do Google, enquanto a inferência migra para as GPUs Nvidia com o recurso de computação confidencial, que criptografa os dados enquanto eles são processados no chip.
No dispositivo, a Siri combina um modelo denso de 3 bilhões de parâmetros com um modelo do tipo mistura de especialistas de cerca de 20 bilhões, dos quais 1 a 4 bilhões são ativados a cada requisição por roteamento inicial. A configuração mais pesada exige iPhone 17 Pro, iPhone Air, iPad com chip M4 ou superior ou Mac com M3 ou superior, todos com pelo menos 12 GB de memória. A nova Siri AI não chega à União Europeia nem à China no lançamento: a Apple culpou a Lei dos Mercados Digitais (DMA) europeia em uma página inteira de anúncio e descreveu o atraso chinês apenas em nota de rodapé.
A empresa também abriu a desenvolvedores o Foundation Models framework e um novo Core AI framework, e somou ao Apple Intelligence um agente que troca automaticamente senhas de contas comprometidas e as guarda no app Passwords.
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