Tensões no Oriente Médio e inflação pressionam mercados globais
Mercados globais ajustam posições após suspensão de ataques entre Irã e Israel, enquanto o Ibovespa recua e o dólar sobe diante de dados de inflação.
Pontos principais
- A suspensão de operações militares entre Irã e Israel traz alívio parcial, após pedido de interrupção feito pelo presidente Donald Trump.
- O Ibovespa recua 0,24% aos 168.608 pontos, enquanto o dólar sobe 0,43%, cotado a R$ 5,19.
- O Boletim Focus elevou a projeção do IPCA para 2026 pela 13ª semana consecutiva, agora em 5,11%.
- O IPC-S da FGV acelerou para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, reforçando preocupações inflacionárias.
- Investidores monitoram a possibilidade de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve após dados fortes de emprego nos EUA.
- O governo brasileiro planeja a emissão de títulos soberanos em iuanes para mitigar impactos da volatilidade econômica.
O mercado financeiro global opera sob ajustes nesta segunda-feira, reagindo à suspensão das operações militares entre Irã e Israel. O movimento ocorre após o presidente Donald Trump solicitar a interrupção imediata da troca de ataques entre as nações, reduzindo parte da aversão ao risco que dominava o início do pregão. Apesar do alívio geopolítico, o Ibovespa recua 0,24%, aos 168.608 pontos, enquanto o dólar apresenta alta de 0,43%, cotado a R$ 5,19, refletindo uma reacomodação de portfólios frente à incerteza sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos após a divulgação de dados robustos de emprego.
No cenário doméstico, a pressão inflacionária continua no radar dos investidores. O Boletim Focus revisou para cima a projeção do IPCA para 2026, que passou de 5,09% para 5,11%, marcando a 13ª semana de alta nas estimativas. O cenário é corroborado pelo IPC-S da FGV, que acelerou para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, elevando as expectativas de que o Banco Central brasileiro mantenha uma postura rigorosa na condução da política monetária e na elevação da taxa Selic para os próximos anos.
Diante da volatilidade, o governo brasileiro busca alternativas para estabilizar a economia, incluindo a articulação para a emissão de títulos soberanos em iuanes na China. Enquanto isso, o mercado global permanece atento aos próximos passos do Federal Reserve, cujas decisões sobre juros seguem como o principal balizador para o apetite ao risco. A combinação de dados de inflação persistentes no Brasil e a expectativa por novos indicadores econômicos nos EUA mantém os investidores em posição de cautela para os próximos dias.
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