Especialistas cobram ações urgentes para conservação dos oceanos no Senado
Sessão especial no Senado debateu a poluição plástica e a necessidade de políticas públicas para a preservação da biodiversidade marinha brasileira.
Pontos principais
- Brasil figura como o oitavo maior poluidor de plásticos no mundo, segundo dados apresentados no debate.
- Especialistas e parlamentares alertaram sobre riscos de projetos que permitem mineração em áreas protegidas.
- O presidente do STJ, Herman Benjamin, defendeu a cooperação internacional e a proteção dos corais.
- Comunidades tradicionais reivindicaram a inclusão de saberes locais nas estratégias de conservação.
Em sessão especial realizada no Senado em alusão ao Dia Mundial dos Oceanos, especialistas e representantes da sociedade civil cobraram medidas legislativas mais rigorosas para conter a degradação marinha. O debate destacou a urgência de uma governança integrada para enfrentar a poluição plástica, setor no qual o Brasil ocupa a oitava posição entre os maiores poluidores globais. A discussão também abordou a importância da economia oceânica e o papel essencial dos ecossistemas marinhos no equilíbrio climático.
Durante o encontro, participantes manifestaram preocupação com propostas legislativas que poderiam autorizar a mineração em áreas de preservação. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Herman Benjamin, reforçou a necessidade de cooperação internacional para proteger corais e ecossistemas críticos. Paralelamente, lideranças de comunidades tradicionais enfatizaram que qualquer estratégia de conservação eficaz deve obrigatoriamente integrar o conhecimento local às políticas públicas de proteção ambiental.
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