Mesmo com fluxo de passageiros acima do pré-pandemia, companhias aéreas brasileiras sofrem com custos operacionais elevados e instabilidade cambial.
O setor aéreo brasileiro atravessa um paradoxo financeiro: embora a demanda por viagens tenha superado os patamares pré-pandemia, as companhias enfrentam prejuízos bilionários. A rentabilidade das empresas é severamente limitada por um cenário macroeconômico adverso, marcado pela persistência de juros altos e pelo endividamento das famílias, que restringe o poder de consumo. Além disso, a volatilidade cambial atua como um entrave direto, visto que grande parte dos custos operacionais, incluindo contratos de leasing e manutenção, é dolarizada.
A pressão sobre os custos é agravada pela instabilidade geopolítica global, que mantém o preço do querosene de aviação em níveis elevados. Somado a isso, especialistas alertam para riscos adicionais após a recente classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos, o que pode impactar a percepção de risco e o custo de capital para as empresas do setor no mercado internacional.
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