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Aviação brasileira tem recorde no semestre, mas recua em junho

O setor aéreo registrou 65,2 milhões de passageiros no 1º semestre de 2026, porém o movimento doméstico caiu 1,2% em junho devido aos custos operacionais.

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Foto: G1 - Economia
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20/07 às 12:03 · atualizado há 5h

Pontos principais

  • A movimentação total de passageiros no 1º semestre de 2026 somou 65,2 milhões, alta de 5,4% ante 2025.
  • Voos domésticos totalizaram 50,2 milhões de passageiros no semestre, enquanto voos internacionais somaram 15 milhões.
  • Em junho, o fluxo doméstico recuou 1,2%, atingindo 8,1 milhões de passageiros.
  • O preço do querosene de aviação subiu 57,6% no período, pressionando as tarifas aéreas.
  • A tarifa aérea média por trecho no Brasil alcançou R$ 660,50 em junho de 2026.
  • A movimentação de cargas aéreas cresceu 1,4% no acumulado do semestre.
  • O Ministério de Portos e Aeroportos atribui a desaceleração da demanda aos custos com combustíveis.

O setor aéreo brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com um volume recorde de 65,2 milhões de passageiros, consolidando um crescimento de 5,4% em comparação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento internacional, que manteve um ritmo de expansão superior ao doméstico ao longo dos primeiros seis meses do ano. No entanto, os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) revelam uma interrupção na trajetória de alta durante o mês de junho, quando a movimentação doméstica recuou 1,2%, totalizando 8,1 milhões de passageiros. A queda mensal reflete um cenário de pressão sobre os custos operacionais das companhias aéreas, agravado pela valorização de 57,6% no preço do querosene de aviação. Esse aumento nos insumos impactou diretamente o valor das passagens, que registraram alta de 0,3% em junho na comparação anual, atingindo uma média de R$ 660,50 por trecho. Apesar do recuo pontual em junho, o setor mantém o melhor resultado da série histórica para o acumulado do semestre, com o transporte de cargas apresentando um desempenho positivo de 1,4% no período.

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