Representantes do setor automotivo buscam adiar tarifas de veículos elétricos entre Reino Unido e UE para evitar custos e manter a competitividade.
Representantes da indústria automobilística do Reino Unido e da União Europeia iniciaram uma pressão conjunta por um novo adiamento das tarifas de importação sobre veículos elétricos. Prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, a cobrança é uma consequência das regras de origem estabelecidas no Acordo de Comércio e Cooperação pós-Brexit. As montadoras argumentam que a cadeia de suprimentos atual ainda não possui capacidade para atender às exigências de produção local de baterias, o que tornaria os veículos inviáveis financeiramente caso as taxas sejam aplicadas conforme o cronograma original.
A flexibilização é vista como essencial para proteger a competitividade do setor automotivo europeu frente a concorrentes globais. O objetivo inicial do acordo era fomentar a autonomia regional na fabricação de baterias, mas a transição industrial tem se mostrado mais lenta do que o previsto. Sem um novo adiamento, o aumento nos custos de produção deve ser repassado aos consumidores finais, impactando diretamente o mercado de veículos elétricos na região.
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