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Secretário de Defesa dos EUA compara imigração na Europa ao Dia D

Pete Hegseth gerou polêmica ao associar o fluxo migratório europeu ao desembarque militar de 1944, pressionando aliados por uma postura mais rígida.

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Foto: SCMP - World
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06/06 às 12:01 · atualizado 17:01

Pontos principais

  • A declaração foi feita por Pete Hegseth durante as celebrações dos 82 anos do Dia D na Normandia.
  • O secretário classificou a migração marítima para a Europa como uma 'invasão' de ideologias perigosas.
  • Hegseth defendeu o aumento dos gastos militares e uma postura mais agressiva contra a imigração por parte dos países europeus.
  • O secretário optou por não participar da cerimônia internacional principal, discursando apenas no cemitério militar de Colleville-sur-mer.
  • A fala reforça a política do governo Trump de priorizar a soberania nacional e exigir compromissos concretos de aliados.
  • O uso da retórica de 'invasão' em um evento diplomático internacional foi amplamente destacado pela imprensa global.
  • A mistura da memória histórica da Segunda Guerra Mundial com pautas políticas contemporâneas gerou repercussão imediata.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, causou controvérsia ao comparar o fluxo migratório na Europa com o desembarque do Dia D, ocorrido em 1944. Durante as cerimônias que marcaram os 82 anos da operação militar, Hegseth descreveu a chegada de migrantes às praias europeias como uma invasão de ideologias perigosas. O discurso foi proferido no cemitério militar americano em Colleville-sur-mer, ocasião na qual o secretário optou por não comparecer à cerimônia internacional principal. A escolha do local e o tom do pronunciamento foram notados pela imprensa internacional como uma quebra de protocolo diplomático que busca alinhar a política externa americana com uma retórica anti-imigração mais agressiva junto aos aliados europeus.

Ao traçar esse paralelo histórico, Hegseth reforçou o discurso do governo Trump sobre a necessidade de maior rigor nas políticas de fronteira e exigiu que aliados europeus aumentem seus investimentos em defesa. A comparação, que gerou reações imediatas devido ao peso simbólico do Dia D, sublinha a postura da atual gestão americana de priorizar a soberania nacional e cobrar maior protagonismo dos parceiros internacionais na segurança regional. O secretário defendeu que alianças devem ser sustentadas por sacrifícios e compromissos concretos, conectando temas de segurança de fronteira com o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial para pressionar por mudanças nas políticas migratórias do continente.

A repercussão do evento destaca a tensão crescente entre a administração Trump e seus parceiros europeus em temas de segurança e soberania. Ao utilizar um palco de celebração histórica para atacar a política migratória do continente, Hegseth sinalizou que o governo americano pretende manter uma postura de confronto em fóruns internacionais, priorizando a agenda doméstica e a pressão por mudanças estruturais nas políticas de fronteira dos países aliados, sob o argumento de que a estabilidade regional depende de um controle migratório mais rigoroso.

Fonte primária

U.S. Department of War (DVIDS)

Hegseth Commemorates D-Day in France — discurso na íntegra (82º aniversário, Cemitério Americano de Normandia)

No discurso comemorativo do 82º aniversário do Dia D, no Cemitério Americano de Normandia (Colleville-sur-Mer), o secretário Pete Hegseth traçou um paralelo entre a invasão aliada de 1944 e a imigração na Europa atual: "Sadly, today, different European beaches are stormed by different, dangerous ideologies. Beaches in Spain, Italy, Greece, and Bulgaria — boats and men arrive" (Hoje, infelizmente, praias europeias diferentes são invadidas por ideologias diferentes e perigosas. Praias na Espanha, Itália, Grécia e Bulgária — barcos e homens chegam). E provocou: "When will European capitals do something about that invasion, or is it too late? I pray not, and I believe not" (Quando as capitais europeias farão algo sobre essa invasão, ou já é tarde demais? Rezo que não, e acredito que não). Hegseth não usou a palavra "imigração". O restante do discurso honra os cerca de 160 mil soldados aliados — 73 mil americanos — que desembarcaram em 6 de junho de 1944, e amarra o sacrifício de Normandia às ameaças geopolíticas atuais, defendendo divisão de encargos entre aliados: "strong allies, each fully committed to doing their part, win wars" e "Each nation pulled its weight; each nation bled. America will lead — and we must — but capable allies must be right there with us, shoulder to shoulder, in the breach, when it matters." Encerrou: "We forgot that freedom is not free... peace is not wished into being. It is bought with purpose, with honor and with strength."

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