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Pentágono revisa presença militar na Europa e cobra aliados da Otan

O secretário Pete Hegseth iniciou uma revisão estratégica das forças dos EUA na Europa, acusando aliados de 'pegar carona' e condicionando apoio a gastos.

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Foto: NYTimes World
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18/06 às 06:01 · atualizado 16:02

Pontos principais

  • O Pentágono iniciou uma revisão estratégica de seis meses sobre a presença militar americana na Europa.
  • Hegseth criticou a ideia de que potências médias devam se unir para influenciar a geopolítica global.
  • O secretário acusou países membros da Otan de 'pegar carona' na proteção militar dos Estados Unidos.
  • Hegseth ameaçou reduzir o efetivo militar em nações que não atingirem as metas de gastos com defesa.
  • O secretário afirmou que certos membros da Otan falharão em suas responsabilidades de defesa.
  • A administração Trump planeja priorizar recursos para o Indo-Pacífico com orçamento de US$ 1,5 trilhão em 2027.
  • A presença militar dos EUA foi condicionada a uma postura de maior protagonismo dos aliados e ao aumento dos investimentos militares.
  • O governo americano reduziu compromissos com a força de prontidão da aliança como parte da reavaliação estratégica.
  • Hegseth criticou publicamente países que impediram o uso de bases aéreas para operações americanas contra o Irã.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, formalizou o início de uma revisão estratégica de seis meses sobre a presença militar americana na Europa. Durante uma reunião ministerial da Otan em Bruxelas, Hegseth elevou o tom das críticas aos aliados, classificando a resposta europeia ao conflito americano contra o Irã como vergonhosa. O secretário acusou abertamente diversos membros da aliança de 'pegar carona' na proteção fornecida pelos Estados Unidos, citando a falta de acesso a bases europeias como um ponto central de atrito e alertando que certos países falharão em cumprir suas responsabilidades de defesa.

O secretário defendeu a transição para uma 'Otan 3.0', estruturada como uma aliança de linha dura que exige que os países europeus assumam a responsabilidade primária por sua própria segurança. A iniciativa condiciona futuras contribuições financeiras e a manutenção de ativos militares americanos ao aumento dos gastos militares pelos membros. Esta postura reflete a intenção de Washington de redirecionar recursos estratégicos para o Indo-Pacífico, com um orçamento de defesa projetado em US$ 1,5 trilhão para 2027, movimento que já inclui a redução de compromissos dos EUA com a força de prontidão da aliança.

Além da reestruturação da aliança, o Pentágono avalia a redução de ativos militares, como navios e caças, em cenários de crise no continente europeu. A presença contínua dos EUA na região está agora condicionada à disposição dos membros da Otan em garantir suporte logístico irrestrito aos interesses americanos. O cenário sinaliza uma reavaliação profunda dos compromissos de segurança dos EUA com a aliança transatlântica, alterando significativamente a dinâmica de defesa regional diante das novas exigências de Washington e do questionamento sobre o papel das potências europeias na ordem global.

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