O mercado de juros brasileiro reagiu aos dados fortes de emprego nos EUA e à revisão das projeções para a taxa Selic por instituições financeiras.
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram em alta pela quinta sessão consecutiva, impulsionadas por um cenário de maior aversão ao risco global. O principal gatilho foi a divulgação do payroll nos Estados Unidos, que apontou a criação de 172 mil vagas em maio, superando amplamente a expectativa de 85 mil. O dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve poderá manter os juros em patamares elevados por mais tempo, o que elevou o rendimento dos Treasuries e pressionou mercados emergentes como o brasileiro. Internamente, a curva de juros também reflete a deterioração das expectativas inflacionárias e o enfraquecimento do real. Instituições como o Bank of America revisaram para cima suas projeções para a taxa Selic, citando a resiliência do PIB no primeiro trimestre e o impacto de estímulos fiscais, fatores que mantêm a política monetária sob constante vigilância.
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