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EUA classificam facções brasileiras e cartéis como terroristas

A nova designação dos EUA impõe sanções severas e eleva custos de compliance para empresas brasileiras que operam em setores vulneráveis.

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Foto: G1 Mundo
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05/06 às 05:15 · atualizado 10:32

Pontos principais

  • Governo dos EUA classificou PCC, CV, cartéis mexicanos e grupos venezuelanos como organizações terroristas estrangeiras.
  • A medida bloqueia bens em solo americano e pune indivíduos ou empresas que forneçam apoio material a esses grupos.
  • Setores como combustível, imóveis, finanças e agronegócio enfrentam maior escrutínio e custos de due diligence.
  • O governo brasileiro manifestou rejeição à decisão unilateral tomada por Washington.
  • Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e membros de seu governo foram incluídos em listas de sanções por supostas ligações com o narcotráfico.

O governo dos Estados Unidos intensificou sua política de segurança regional ao classificar facções brasileiras, como o PCC e o CV, além de cartéis mexicanos e grupos venezuelanos, como organizações terroristas estrangeiras. A medida impõe sanções severas e bloqueio de ativos, impactando a diplomacia e a economia local, incluindo sanções contra autoridades como o presidente colombiano Gustavo Petro. Para o setor privado brasileiro, a decisão eleva significativamente os riscos operacionais e os custos de compliance, especialmente em áreas como distribuição de combustível, mercado imobiliário e agronegócio, que agora exigem processos de due diligence mais rigorosos para evitar penalidades internacionais. Enquanto o governo brasileiro rejeitou a medida unilateral, especialistas alertam que o aumento nos custos de conformidade pode afetar a competitividade de diversos setores da economia nacional, além de incentivar a migração dessas redes criminosas para sistemas financeiros fora da jurisdição do dólar.

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