Instabilidades globais forçam companhias a substituir o modelo just in time por estratégias focadas na segurança e continuidade do fornecimento.
O modelo de gestão de estoques conhecido como 'just in time', que prioriza a eficiência e a redução de custos através de estoques mínimos, está perdendo espaço no cenário corporativo global. Diante da crescente frequência de choques externos, como tensões geopolíticas, imposição de tarifas comerciais e crises energéticas, as empresas estão reavaliando suas estratégias logísticas. A mudança busca garantir a continuidade das operações em um ambiente de incertezas, priorizando a segurança em detrimento da otimização extrema. Essa transição reflete uma mudança estrutural na forma como corporações gerenciam suas cadeias de suprimentos, com um foco renovado na diversificação de fornecedores e na criação de estoques de proteção. A medida visa mitigar riscos operacionais que, nos últimos anos, demonstraram a fragilidade das redes de suprimentos globais frente a interrupções inesperadas que impactam diretamente a produtividade e a estabilidade financeira das organizações.
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