Escassez de oferta global atinge maior nível em três anos e meio
Gargalos logísticos e tensões no Oriente Médio elevaram a falta de suprimentos globais ao patamar mais crítico desde novembro de 2022.
Pontos principais
- O Índice de Escassez de Oferta atingiu 2,4 em maio de 2026, o maior valor desde o final de 2022.
- O setor de petróleo registra falta de suprimentos 12,5 vezes superior à média histórica.
- O fechamento do Estreito de Ormuz é o principal responsável pela interrupção nas cadeias globais.
- Custos de transporte e semicondutores permanecem elevados, apesar de leve recuo na pressão de preços.
A economia global enfrenta um agravamento severo na disponibilidade de insumos, com o Índice de Escassez de Oferta atingindo seu ponto mais alto em três anos e meio durante o mês de maio de 2026. O cenário é impulsionado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, onde o fechamento do Estreito de Ormuz tem causado interrupções críticas no fluxo de mercadorias. O setor de petróleo é o mais afetado, apresentando relatos de escassez 12,5 vezes acima da tendência histórica, o que pressiona os mercados internacionais. Embora o Índice Global de Pressão de Preços tenha demonstrado uma leve queda, a persistência de custos elevados em fretes e semicondutores mantém o alerta sobre a inflação e a estabilidade das cadeias de suprimentos. A evolução do cenário econômico nos próximos meses permanece estritamente dependente da resolução dos conflitos na região.
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