Andrei Rodrigues afirma que a medida americana não altera a estratégia brasileira contra o crime organizado e aponta divergências conceituais.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestou discordância em relação à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, como organizações terroristas. Segundo Rodrigues, a medida é um equívoco, uma vez que a natureza das atividades desses grupos é voltada ao lucro, enquanto o terrorismo internacional é movido por motivações ideológicas ou religiosas. A Polícia Federal reforçou que a classificação norte-americana não altera a estratégia de enfrentamento ao crime organizado adotada pelo Brasil.
A decisão foi tomada sem comunicação prévia ao governo brasileiro, gerando um movimento de articulação diplomática entre o Planalto e o Itamaraty. Embora busquem manter o diálogo com a gestão do presidente Donald Trump, autoridades brasileiras não esperam uma reversão imediata da medida. O caso destaca divergências conceituais sobre o combate ao crime transnacional entre os dois países.
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