Dependência de terras raras chinesas ameaça indústria e defesa dos EUA
Relatório da McKinsey aponta que o domínio chinês no refino de terras raras coloca em risco a segurança nacional e a produção industrial americana.
Pontos principais
- A China controla cerca de 70% da mineração e 90% do refino global de terras raras.
- Projeções indicam um déficit de até 30% no fornecimento global de terras raras magnéticas até 2035.
- Restrições de exportação impostas pela China já impactam a produção industrial dos EUA.
- O governo americano busca reduzir a dependência por meio de incentivos fiscais e parcerias estratégicas.
Um relatório da McKinsey alerta que a alta dependência dos Estados Unidos em relação à China para o fornecimento de terras raras representa uma vulnerabilidade crítica para a indústria e a defesa nacional. Esses elementos são componentes essenciais para a fabricação de tecnologias de defesa e motores elétricos, setores estratégicos para a economia americana. Com a China dominando quase a totalidade do refino global, tensões geopolíticas e restrições de exportação têm prejudicado a cadeia de suprimentos dos EUA. Diante da previsão de um déficit de até 30% no fornecimento de terras raras magnéticas até 2035, o governo americano tem implementado medidas como o Chips Act e incentivos fiscais para fomentar a produção doméstica. No entanto, a complexidade técnica e os custos elevados do refino tornam a construção de uma cadeia de suprimentos independente um desafio de longo prazo para a administração de Donald Trump.
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