Polícia investiga falsa advogada por golpes de R$ 10 milhões
Michele Montenegro é acusada de estelionato envolvendo obras de arte, cargos públicos e o uso indevido de dados de uma ONG para compras fraudulentas.
Pontos principais
- Michele Montenegro é suspeita de aplicar golpes financeiros que somam R$ 10 milhões em obras de arte e dinheiro.
- A investigada teria utilizado dados da ONG 'Moradores de Rua e Seus Cães' para adquirir pelúcias sem efetuar o pagamento.
- A mulher atuou como assessora na Casa Civil do Rio de Janeiro apresentando-se como advogada, cargo que ocupou antes de reforços no compliance.
- A defesa de Michele Montenegro nega as irregularidades e sustenta que ela é, na verdade, uma vítima nos episódios sob investigação.
A Polícia Civil investiga Michele Coelho Montenegro por uma série de crimes de estelionato que teriam movimentado cerca de R$ 10 milhões. Entre as denúncias, consta que a suspeita utilizou indevidamente o nome e os dados da ONG paulistana 'Moradores de Rua e Seus Cães' para realizar compras de ursos e ovelhas de pelúcia, que posteriormente seriam revendidos em sua própria instituição. Além das fraudes comerciais, o caso ganhou repercussão por envolver a atuação de Michele como assessora na Casa Civil do governo do Rio de Janeiro, onde se apresentava como advogada. O governo estadual esclareceu que a nomeação ocorreu em um período anterior à adoção de protocolos mais rigorosos de compliance. A defesa da investigada nega todas as acusações, alegando que ela não cometeu crimes e que está sendo alvo de uma narrativa falsa, posicionando-se como vítima no processo.
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