Ministro da AGU participou do evento em São Paulo enquanto o governo adotou cautela para evitar acusações de abuso de poder religioso.
Durante as celebrações de Corpus Christi em São Paulo, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, compareceu à Marcha para Jesus como representante do governo federal. A decisão de enviar um ministro em vez da presença do presidente Lula foi pautada pela cautela jurídica, visando evitar que a participação do chefe do Executivo fosse interpretada como abuso de poder religioso ou uso político da fé, condutas fiscalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em sua fala, Messias transmitiu uma mensagem de amor e comunhão em nome do governo, reforçando que a ocasião possui natureza estritamente religiosa.
A marcha reuniu lideranças da oposição, como o governador Tarcísio de Freitas e o senador Flávio Bolsonaro, que aproveitou o espaço para criticar a gestão federal e mencionar uma 'guerra espiritual'. Em meio a especulações sobre a proximidade entre as figuras políticas no evento, Messias afirmou que não interagiu com o senador, apesar de ambos terem compartilhado o mesmo trio elétrico. Segundo o ministro, ele estava focado na celebração e os dois permaneceram em lados opostos do veículo. A participação de Messias reflete a tentativa do governo de manter um canal de diálogo com o público evangélico, equilibrando a necessidade de interlocução com a prudência necessária para evitar questionamentos na esfera eleitoral.
Folha de São Paulo - Política • 4 jun, 23:00
Folha de São Paulo - Política • 4 jun, 19:55
G1 Política • 4 jun, 13:54
8 jun, 05:32
4 jun, 11:32
3 jun, 09:04
29 mai, 18:03
30 abr, 18:10
Carregando comentários...