Inflação global acelera para 4,4% com crise no Estreito de Ormuz
O bloqueio do Estreito de Ormuz eleva preços de energia e inflação global, com impactos que especialistas comparam aos choques do petróleo dos anos 70.
Pontos principais
- A inflação nos países da OCDE subiu de 4,0% em março para 4,4% em abril de 2026.
- O bloqueio naval retirou cerca de 13 milhões de barris de petróleo por dia do mercado global.
- Especialistas alertam que o impacto atual supera a soma dos dois choques do petróleo da década de 1970.
- OCDE e FMI reduziram as projeções de crescimento do PIB mundial devido à instabilidade.
- O Banco Mundial projeta um aumento de 24% nos preços de energia para o ano de 2026.
A inflação global acelerou para 4,4% nos países da OCDE em abril de 2026, impulsionada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. A interrupção logística, que retirou cerca de 13 milhões de barris diários do mercado, gerou um choque de oferta que especialistas consideram superior aos episódios da década de 1970. Com o índice de energia da OCDE registrando alta de 13,2%, a pressão sobre os custos ao consumidor tem forçado organismos como o FMI e a OCDE a revisarem para baixo as projeções de crescimento do PIB mundial. Caso o bloqueio persista, o Irã poderá ser forçado a paralisar poços produtores, agravando a escassez. O Banco Mundial estima uma valorização de 24% nos custos de energia para 2026, mantendo o cenário de incerteza econômica enquanto a crise geopolítica entre Estados Unidos e Irã permanece sem solução imediata.
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