Excesso de aço chinês pressiona siderúrgicas brasileiras
Relatório da OCDE alerta que subsídios chineses elevam oferta global, forçando o Brasil a elevar tarifas para proteger a indústria nacional.
Pontos principais
- A capacidade global de produção de aço deve atingir um excedente de 745 milhões de toneladas até 2028.
- A China exportou 131 milhões de toneladas de aço em 2025, volume superior à produção total da União Europeia.
- O governo brasileiro elevou as tarifas de importação para 25% em 2026 visando conter o impacto do aço barato no mercado interno.
- Táticas de triangulação comercial via Sudeste Asiático têm sido utilizadas para contornar tarifas internacionais sobre o produto chinês.
Um relatório recente da OCDE aponta que o excesso de capacidade produtiva de aço na China, sustentado por subsídios estatais, gera uma pressão significativa sobre o mercado global. Em 2025, o país asiático atingiu um recorde de 131 milhões de toneladas exportadas, o que tem prejudicado a competitividade de siderúrgicas ao redor do mundo, incluindo as brasileiras. Diante da queda na produção nacional e da crise de margens, o governo brasileiro implementou uma tarifa de importação de 25% em 2026 para proteger o setor.
Além da concorrência direta, o documento destaca o uso de triangulação comercial, onde países do Sudeste Asiático processam o aço chinês para evitar barreiras tarifárias. Esse cenário de instabilidade tem gerado consequências negativas, como o adiamento de investimentos essenciais em descarbonização e transição energética pelas empresas siderúrgicas, que priorizam a sobrevivência financeira frente à pressão dos preços internacionais.
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