Gestão inflexível da rede elétrica chinesa limita o uso de fontes eólicas e solares, resultando em desperdício equivalente ao consumo da França.
Um relatório recente do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA) revelou que a China enfrenta um gargalo significativo na integração de sua capacidade de energia eólica e solar. Apesar do investimento massivo em infraestrutura renovável, a rigidez da rede elétrica nacional, que ainda prioriza o carvão para garantir a estabilidade do fornecimento, tem causado o desperdício de grandes volumes de energia limpa. Esse excedente não aproveitado seria capaz de atender integralmente à demanda elétrica de um país como a França. A situação é agravada pela crise energética global, intensificada pelas tensões no Estreito de Ormuz, que pressiona a segurança energética chinesa. Especialistas do CREA alertam que, sem reformas estruturais profundas na gestão e na flexibilidade da rede, o país continuará a limitar o potencial de suas fontes renováveis, comprometendo as metas de eficiência energética e sustentabilidade.
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