Expansão renovável da China é limitada por rede e uso de carvão
Relatório aponta que gargalos na transmissão e a dependência de usinas a carvão comprometem a transição energética chinesa.
Pontos principais
- A China lidera o ranking global de construção de usinas eólicas e solares.
- A infraestrutura de transmissão atual é insuficiente para integrar a nova capacidade instalada.
- O uso contínuo de carvão para estabilizar a rede limita os ganhos ambientais das fontes limpas.
- O estudo foi divulgado pelo Global Energy Monitor nesta terça-feira (21).
A China, líder mundial na implementação de projetos eólicos e solares em larga escala, enfrenta desafios estruturais significativos para consolidar sua transição energética. Segundo relatório publicado nesta terça-feira (21) pelo Global Energy Monitor, a rápida expansão da capacidade renovável no país tem sido prejudicada por uma infraestrutura de transmissão insuficiente, que não consegue escoar a energia produzida de forma eficiente. Além disso, a rede elétrica chinesa permanece fortemente dependente de usinas a carvão para garantir a estabilidade do fornecimento. Essa necessidade de suporte térmico atua como um gargalo, limitando o impacto ambiental positivo que a transição para fontes limpas deveria proporcionar. O cenário evidencia que, embora o volume de investimentos em energias renováveis seja expressivo, a modernização da rede e a redução da dependência de combustíveis fósseis são essenciais para que o país alcance suas metas climáticas.
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