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CEOs de IA pedem ao Congresso dos EUA leis contra armas biológicas

Líderes de OpenAI, Anthropic e Google DeepMind defendem triagem obrigatória na compra de material genético para evitar o uso malicioso de IA.

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03/06 às 23:30 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Sam Altman, Dario Amodei e Demis Hassabis assinaram carta pedindo regulamentação federal para síntese de DNA e RNA.
  • A proposta exige verificações de segurança obrigatórias para compradores de ácidos nucleicos e equipamentos de laboratório.
  • O objetivo é impedir que modelos de IA sejam usados para projetar patógenos perigosos ou armas biológicas.
  • A iniciativa apoia o Biosecurity Modernization and Innovation Act, projeto bipartidário em tramitação no Senado americano.
  • Especialistas reforçam a necessidade de rastreamento rigoroso de DNA sintético devido ao potencial de uso dual da tecnologia.

Líderes das principais empresas de inteligência artificial enviaram uma carta ao Congresso dos Estados Unidos solicitando a implementação de leis rigorosas para mitigar riscos biológicos associados ao avanço da tecnologia. A preocupação central reside na capacidade crescente de modelos de IA em prever interações biológicas e projetar proteínas, o que poderia reduzir drasticamente as barreiras técnicas para a criação de agentes patogênicos por atores mal-intencionados. Atualmente, a triagem de pedidos de síntese genética é realizada em caráter voluntário, sem um padrão federal vinculante que garanta a segurança nacional. A demanda busca transformar essas práticas em obrigações legais, incluindo a verificação rigorosa de identidade e o monitoramento de compras fracionadas, alinhando-se a esforços legislativos bipartidários e às diretrizes do AI Action Plan da administração Trump. A carta, assinada por figuras proeminentes do setor, reforça a urgência de aprimorar o rastreamento de DNA sintético para evitar que ferramentas avançadas sejam utilizadas no desenvolvimento de armas biológicas.

Fonte primária

Institute for Progress / Foundation for American Innovation

An Open Letter in Support of Mandatory Nucleic Acid Synthesis Screening and Recordkeeping

Carta aberta (junho de 2026) assinada por pesquisadores de ciências da vida, empresas de IA e biotecnologia e especialistas em política de IA, conclamando legisladores a tornar obrigatória a triagem de pedidos de ácidos nucleicos sintéticos — e dos equipamentos usados para fabricá-los. Os signatários pedem que fornecedores de DNA/RNA sintético e fabricantes de máquinas de síntese (a) cheguem cada pedido contra bases de dados de sequências de risco antes do envio, (b) verifiquem a legitimidade do cliente, e (c) registrem pedidos e dados de sequência para permitir que investigações legítimas de biossegurança rastreiem qualquer ameaça até a origem — inclusive quando sequências isoladas não levantariam suspeita. Argumentam que, embora o risco da cadeia de síntese seja conhecido desde a reconstrução de vírus a partir de DNA há mais de duas décadas (e que levou as empresas a formar o International Gene Synthesis Consortium em 2009), o ritmo do avanço da IA é novo: sistemas já superam virologistas com PhD em questões técnicas de laboratório, e há "possibilidade real" de que as barreiras de conhecimento que historicamente impediram atores mal-intencionados de obter armas biológicas se erodam de forma significativa. Pedem que o Congresso aja ainda nesta sessão e que os estados adotem requisitos baseados em diretrizes federais e da indústria para evitar uma colcha de retalhos de leis conflitantes. Entre os signatários estão Demis Hassabis (Google DeepMind), Sam Altman (OpenAI), Dario Amodei (Anthropic), Mustafa Suleyman (Microsoft AI), Alexandr Wang (Meta/Scale AI), Paul Graham (Y Combinator) e Patrick Collison (Stripe), além de líderes da indústria de síntese (Twist Bioscience, Ansa), dois Nobel de Química de 2024 (Hassabis e David Baker) e ex-altos quadros de segurança nacional dos EUA.

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