Mercados operam em baixa devido à estagnação diplomática entre EUA e Irã, conflitos no Líbano e projeções decepcionantes da Broadcom para o setor de IA.
Os mercados futuros nos Estados Unidos iniciaram o pregão em queda, pressionados por uma combinação de incertezas geopolíticas e resultados corporativos desapontadores. O governo do Irã confirmou a ausência de avanços nas negociações diplomáticas com Washington, mantendo a tensão elevada após ataques no Kuwait, na ilha de Qeshm e a continuidade de conflitos armados no Líbano. Esse cenário de aversão ao risco impulsionou a alta nos preços do petróleo e nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, ativos tradicionalmente buscados em momentos de instabilidade.
No setor corporativo, o sentimento foi negativamente impactado pelo desempenho da Broadcom, cujas projeções para o mercado de chips de inteligência artificial ficaram abaixo das expectativas, somando-se aos resultados trimestrais decepcionantes da CrowdStrike. Além da volatilidade setorial, analistas do Goldman Sachs destacaram disparidades na exposição de mercado entre EUA e Europa, enquanto debates sobre a desigualdade persistente no mercado de trabalho ganham relevância no cenário macroeconômico atual. Analistas apontam que a correção reflete tanto a cautela com o ambiente global quanto uma realização de lucros após um período prolongado de alta nas bolsas.
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