A XP Investimentos revisou para cima as estimativas de juros e inflação para 2026, citando pressões fiscais e incertezas econômicas.
A XP Investimentos revisou suas projeções macroeconômicas, elevando a estimativa para a taxa Selic a 14% ao final de 2026. A mudança reflete um cenário de maior pressão inflacionária, impulsionada por um mercado de trabalho aquecido, efeitos climáticos e o impacto de medidas de estímulo fiscal e de crédito, que totalizaram R$ 200 bilhões desde o final de 2025. A instituição projeta que a dívida bruta do governo atingirá 83,3% do PIB, com um déficit primário de 0,5%.
Embora a valorização do real e o desempenho das exportações de petróleo atuem como fatores de contenção, a tendência de alta nos juros é corroborada por outras instituições financeiras, como Itaú e Banco Pine. O ajuste nas expectativas sinaliza um ciclo de política monetária mais restritivo, motivado pela necessidade de ancorar as expectativas de inflação em um ambiente de maior endividamento público.
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