O mercado de renda fixa brasileiro apresenta um cenário de taxas elevadas, com a plataforma da XP oferecendo CDBs prefixados de até 14,66% ao ano. Esse movimento ocorre em um momento de instabilidade na curva de juros futuros, que tem registrado inclinação nos vértices longos. A pressão é impulsionada pela combinação de incertezas fiscais internas e o aumento do prêmio de risco decorrente da ameaça de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo governo dos Estados Unidos. Paralelamente, o mercado já precifica o fim do ciclo de cortes da taxa Selic pelo Banco Central. O cenário é agravado pela resiliência da economia americana, evidenciada pelos dados de maio que apontaram a criação de 122 mil vagas no setor privado, superando as projeções iniciais e influenciando a percepção de risco global.
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